Artigo: A força da governança na proteção de cheias
Porto Alegre destaca parceria entre municípios, Estado e União para ampliar a proteção contra cheias.

A água não respeita as fronteiras geográficas ou políticas de uma cidade. A proteção contra cheias precisa, portanto, de governança compartilhada e ações cooperativas entre os municípios, o Estado e a União. A chuva que cai nas regiões Norte, Centro e Serra escoa até a bacia hidrográfica do Guaíba em direção à capital dos gaúchos.
A Constituição Federal é clara ao estabelecer que cabe à União promover a proteção contra cheias. Isso não diminui o papel dos outros entes, mas reforça a necessidade de diálogo, construção, divisão de responsabilidades e soma de esforços.
A conclusão em "ritmo chinês" da primeira etapa das obras das bacias 7 e 8 na zona norte de Porto Alegre é o símbolo dessa construção coletiva com o Estado e a União. Depois de 2024, demos início a um conjunto robusto de investimentos para ampliar a proteção da cidade. Quando as previsões indicaram um segundo semestre de chuvas intensas, antecipamos a primeira etapa do projeto final de proteção da bacia do Rio Gravataí para proteger a Zona Norte e o aeroporto.
Executar uma obra dessa magnitude exige responsabilidade e diálogo. Levamos a proposta ao governador Eduardo Leite e depois aos órgãos de controle, Judiciário, Ministério Público e prefeitos da Região Metropolitana para garantir um processo íntegro, transparente e ágil. Com R$ 66 milhões do Funrigs, concluímos a primeira etapa. Em setembro, a União autorizou a execução do complemento dessas obras, com a liberação de cerca de R$ 300 milhões do Firece. Isso é um reconhecimento a nossa liderança na condução do processo.
São obras que protegem até mesmo bairros mais distantes, como o Centro Histórico, Cidade Baixa e Menino Deus, que poderiam ser atingidos em caso de elevação do Rio Gravataí.
Queremos que essa governança deixe ainda outros símbolos pela cidade, a começar pela construção de uma solução definitiva para os bairros Guarujá e Serraria. O desafio climático é permanente e ultrapassa gestões, mandatos e ideologias. A cooperação é o caminho para cidades preparadas e resilientes.
fonte: https://prefeitura.poa.br/gp/noticias/artigo-forca-da-governanca-na-protecao-de-cheias








